A sexualidade e o
prazer
A sexualidade faz
parte do ser humano e, por esse motivo, devemos nos atentar a ela. Atualmente,
o sexo aparece muito na mídia, porém será que há realmente abertura para falar
sobre sexualidade? E mais, como você enxerga o prazer? Este artigo tem o
objetivo de trazer esta questão à tona para nos instigar a falar mais sobre sexualidade
e prazer.
Em um estudo sobre
sexualidade no Brasil, Abdo (2004) demonstra que dificuldades sexuais trazem
comprometimentos na autoestima, na produtividade no trabalho, no relacionamento
familiar e social além das próprias dificuldades sexuais.
Resolvi escrever
sobre esse tema, pois ouvi muito em consultório sobre o como é difícil falar sobre
sexualidade. Adolescentes e adultos demonstram vergonha e medo de falar.
Apesar de ser um
dos aspectos de nossa personalidade, a sexualidade é relegada ao último plano. Agora pense: será que você deixa sua
sexualidade em último plano? Será que você sente prazer?
Se formos pensar
numa resposta sexual saudável teoricamente, pensamos que ela é um conjunto de
quatro etapas: desejo, excitação, orgasmo e resolução. Na primeira etapa,
ocorrem fantasias sexuais e o desejo pela atividade sexual. Logo após, há a
fase de excitação com alterações corporais. Em seguida, há a terceira fase, a
fase do orgasmo, na qual há a sensação de prazer máximo. Enfim, há a quarta
fase, em que a tensão sexual diminui e abre espaço para uma sensação de
relaxamento e bem-estar, o prazer.
Mas e o que é
prazer?
Prazer é um
“sentimento agradável que alguma coisa faz nascer em nós”.
Para ter prazer
sexual, eu preciso estar focado no presente e entregar-me às sensações,
sentimentos e fantasias do momento.
Porém, em um mundo
em que as relações estão tão liquidas, ou seja, rápidas, buscamos o prazer imediato;
buscamos relações que nos proporcionem o prazer imediato. Mas, o que acontece
depois?
Vivemos em um mundo
em que as pessoas vivem de “amor líquido”, de relações instantâneas assim como
o macarrão, em que é mais rápido e mais fácil. O que atrai no consumismo é a
facilidade e a rapidez, e assim não conseguimos nos entregar.
Em uma relação
rápida, sem intimidade, há entrega?
Como ter um prazer
sexual intenso se para o prazer sexual, eu preciso de tempo, intimidade,
entrega?
As pessoas
demonstram não se satisfazer mais com objetos materiais que compram, como
celulares, computadores, sempre querendo alcançar algo melhor, diferente, mais
atual. Será que na relação sexual isso também não acontece?
Percebo que hoje em
dia, homens e mulheres buscam cada vez mais prazer sexual com diferentes
pessoas, em diferentes lugares, posições, momentos, mas será que é isso o que
elas precisam?
Ou pessoas que
evitam uma intimidade e, por esse motivo, acabam se relacionando sexualmente
com diversas pessoas para não se apegar a nenhuma.
Agora, pergunte-se:
Será que o que busco com o sexo é o que o sexo pode me proporcionar? E será que
realmente me entrego e quero esta relação?
Referências
Bibliográficas
Abdo, C. H. (2004).
Estudo da vida sexual do brasileiro. São Paulo: Editora Cialis.
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